Negro, jovem, homem, nascido em família numerosa e chefiada por mulher com baixa renda; largou a escola e, antes de entrar para o crime, acumulou algumas experiências de trabalho precárias.
Esse é o perfil histórico dos adolescentes e jovens inseridos na rede do tráfico de drogas no varejo no Rio de Janeiro. Algumas características, no entanto, parecem ter mudado recentemente, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira.
Aumentou, por exemplo, o número dos que entraram para o tráfico antes dos 12 anos de idade e também dos que se dizem evangélicos. Além disso, os
traficantes parecem ter um comportamento mais "família" do que há dez anos.
Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa realizada pela ONG Observatório de Favelas, sediada no Complexo da Maré, conjunto de favelas no Rio. O estudo traça o perfil e as práticas de jovens inseridos na rede do tráfico de drogas no varejo e sugere caminhos para a construção de políticas e ações públicas.
A ONG havia feito um levantamento similar entre 2004 e 2006, o que permitiu uma comparação de resultados em alguns pontos.
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